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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Investimento que vale a pena

As reformas e construções de vários estádios para a Copa das Confederações e Copa do Mundo no Brasil, causou muita revolta na população por seus elevados gastos. Mas o Complexo Esportivo Cultural Octávio Mangabeira, mais popularmente conhecido como Arena Fonte Nova em Salvador - Bahia não foi diferente, mas fez a diferença com atitudes de sustentabilidade. Confira abaixo o que deveria ter sido feito em todos os nossos estádios.

A Arena Fonte Nova, cuja obra foi iniciada em 2010 com a demolição do antigo estádio, é um exemplo de sustentabilidade ambiental. Além da reutilização de 100% do material proveniente da demolição da construção anterior e a otimização do consumo de energia elétrica em comparação a uma instalação padrão industrial, uma inovação renovável se destaca: a cobertura do estádio com capacidade de captar a água da chuva para reutilização própria.
“O projeto consiste em fazer a captação de água pluvial a partir da cobertura, canalizá-la até o reservatório de acumulação e, deste, distribui-la para os diversos pontos de aplicação. Depois de filtrada, essa água será utilizada para a irrigação do campo, reserva de incêndio, em vasos sanitários e na central de ar condicionado”, explica o diretor de engenharia da Arena Fonte Nova, José Luiz Góes.

A capacidade total de armazenamento de água da chuva no projeto da Arena Fonte Nova é de 698 mil litros. Anualmente, serão captados 37 mil m³ de água pluvial com este sistema, o que representará uma economia de 72% em épocas de chuva e 24% em períodos de estiagem, segundo dados oficiais.

Flexível, resistente e autolimpante, a cobertura da Arena Fonte Nova traz para o Brasil uma tecnologia inédita que traduz conceitos de sustentabilidade e inovação, como ressalta o engenheiro José Luiz Góes. Ela foi confeccionada com uma matéria-prima chamada PTFE (plástico de alta performance reforçado com ‑ bras de vidro), proveniente dos Estados Unidos, e a membrana é fabricada em Tihuana, no México. Testes realizados nos EUA mostraram alta resistência às correntes de ventos, além de durabilidade e facilidade em manutenção e limpeza.

“Outras características importantes desse material são a leveza e a  exibilidade. Até porque, o conceito de estrutura tensionada utilizada na cobertura da Arena Fonte Nova é flexível por natureza, portanto, ninguém precisa se assustar se a estrutura da cobertura se movimentar”, explica o diretor de Engenharia.

Segundo José Luiz Góes, a preocupação com a escassez de água e a elevação dos custos de energia não-renovável geraram uma atitude responsável quanto ao impacto ambiental
e a sustentabilidade. “O setor imobiliário abraçou a causa e as novas edificações já contam com um sistema de reúso de água”.

A Arena Fonte Nova é a primeira no mundo a receber a Certi‑ cação Internacional de Qualidade ISO 9001 do Sistema de Gestão de Qualidade para o Escopo de Construção de Arenas Multiuso. Depois da realização do processo da implosão da antiga Fonte Nova, a Arena efetivou um processo inédito no Brasil e o segundo realizado na América Latina: o Big Lift, o grande içamento dos cabos de aço tensionados da cobertura, que reuniu uma equipe altamente quali‑ cada de engenheiros da Alemanha, Suíça, França e Estados Unidos.

 
Fala a verdade, sabendo de tudo isso é ate mais empolgante assistir um jogão nesse Estádio.

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